domingo, 12 de setembro de 2010

Eixo II

Durante o Estágio, devidos alguns acontecimentos em sala de aula, voltei à Interdisciplina de Psicologia para entender melhor meus alunos na forma como reagiam aos fatos.
Em certo momento durante o estágio, ao saber que uma aluna que teria feito algo indesejável em sala de aula com outros coleguinhas, me propus então a dialogar com ela sobre o ocorrido, quando ela negou tudo.
Então, comecei a refletir sobre esta situação ocorrida em sala de aula, acreditando que o desfecho de tal situação também renderia uma aprendizagem muito significativa para minha aluna.
Na Interdisciplina de Psicologia encontrei uma atividade que elaborei e postei no meu webfólio:

“Mecanismos de Defesa
Quando o aluno afirma que não foi ele que fez algo errado, temendo uma punição posterior, usando a mentira como defesa.
Há casos em que os alunos são agressivos, para suprir o sentimento de inferioridade e elevar sua auto-estima.
Também quando o aluno procura delatar os colegas, visando assim boa imagem perante a professora, para ocultar as suas travessuras e seu mau comportamento com os colegas.” (Webfólio –Psicologia)

Sem fazer um pré-conceito sobre minha aluna, mesmo descobrindo que as suspeitas se confirmavam, descobri que na verdade ela utilizou um mecanismo de defesa, negando qualquer coisa que poderia ter feito.
Como educadora em estágio, estive em constante pensar e re-pensar sobre minha prática pedagógica, sabendo que com diálogo e a realidade dos alunos, além dos muitos trabalhos pedagógicos desenvolvidos, poderia problematizar as situações cotidianas como forma de construir aprendizagens.

2 comentários:

Rosângela disse...

Olá Daiane,

Tua postagem revela com clareza a relação que existe entre teoria e prática. O conhecimento teórico que vocês adquiriram ao longo do curso ajuda a "ler", compreender a realidade de um modo mais atento, mais reflexivo e aponta para novas medidas, outras alternativas. Fiquei curiosa para saber como se desenrolou a situação descrita em tua postagem. Podes trazer mais elementos acerca da tua intervenção pedagógica?

Seguimos dialogando!
Beijos, Rô Leffa.

Daiane disse...

A minha intervenção com a aluna ocorreu de forma dialógica e reservada. Como a minha aluna negava sua ação mesmo a escola afirmando que no ano anterior ela já teria agido da mesma forma, isto também não seria prova para o ocorrido na nossa sala de aula. Diante da negação da aluna frente o acontecimento, minha intervenção não seria a acusação, mas esclarecer que certos tipos de atitudes não são legais, magoam e prejudica outros colegas. Nesse sentido, tentei contornar e mostrar para minha aluna que não é certo ter certos tipos de atitudes com ela própria me falando o que é feio e o que não se deve fazer, sem que ela se sentisse ofendida, mas que aprendesse da melhor forma possível como se dá a convivência em grupo.