segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CURRÍCULO INTEGRADO-DIDÁTICA

O estudo do texto “As Origens da Modalidade de Currículo Integrado” de Jurjo Torres Santomé propicia o entendimento sobre a forma como se estendeu o processo entre o modo de produção e os sistemas educacionais durante o século XX.
Com o Fordismo, como assim foi chamado, apareceu visões de que a qualificação profissional não seria importante, pois o que se buscava era uma mão de obra mais barata e, portanto, qualquer pessoa poderia fazê-lo. Neste sentido, as perdas de emprego eram cotidianas, pois qualquer coisa que fosse considerado errado pelo empregador, automaticamente o trabalhador poderia se considerar desempregado.
Como se pode perceber, o “fordismo”, não contribuía em nada para a educação, pois não possibilitava que as pessoas buscassem se qualificar por meios educacionais para desenvolver suas habilidades trabalhistas, bem como cursos profissionalizantes.
Na medida em que o setor de trabalho e o sistema educacional estavam desconectados, o currículo escolar era considerado abstrato e descontextualizado com a sociedade.
Com a chegada do Toyotismo ou Ohnonismo, o mundo empresarial percebeu que a qualificação profissional do trabalhador melhoraria a produtividade e qualidade do produto. Com isto, os trabalhadores puderam gozar de autonomia, assumir variadas funções e desenvolver trabalho em grupo.
Com a proposta de trabalho e qualificação profissional do Toyotismo, os sistemas educacionais se envolveram no sentido de formar pessoas com conhecimentos e qualificações para o mercado de trabalho, bem como as exigências funcionais da época.
Neste sentido, até os dias atuais, percebemos os vínculos que se estabelecem entre os sistemas educacionais e as necessidades de mercado, formando pessoas competitivas, com profissionalização.
Mas, é evidente que em pleno século XXI que estamos, com uma realidade de esgotamento dos recursos naturais, busca por novos meios que desperdicem menos recursos naturais e mesmo assim contentem as necessidades sociais, as escolas também trabalhem com seus alunos a construção do senso crítico sobre os assuntos envolvendo a sociedade, bem como o desperdício da água, a poluição da natureza, instrumentalizando o aluno para o mercado de trabalho e desenvolvendo a criatividade, pois os alunos não são iguais e, portanto têm idéias variadas, da onde podem surgir idéias inovadoras que possibilitem melhor qualidade de vida para a sociedade.

3 comentários:

Rosângela disse...

Oi Daiane,

A educação e o trabalho andam sempre juntos ainda que essa relação seja diferente em cada época. Atualmente, a educação representa, especialmente por meio de cursos profissionalizantes, uma 'garantia' de emprego, mas cada vez mais, e em todas as áreas, é preciso buscar uma formação continuada porque somente a formação inicial pode não garantir a permanência no trabalho. Isso evidencia o quanto as pessoas precisam investir em educação,em aperfeiçoamento...
Partindo dessa discussão, te proponho algumas questões: como o currículo pode contribuir para uma reflexão acerca dessa relação entre trabalho e educação? Como abordar a questão da competitividade no trabalho? No espaço de sala de aula, é possível se contrapor a essa competitividade tão presente na sociedade, para defender a cooperação, o trabalho coletivo? Como compreendes essa aparente contradição?

Aguardo tuas contribuições para seguirmos dialogando.
Beijos, Rô Leffa

Daiane disse...

As diversas áreas de conhecimento têm sido abordadas no currículo. Mas ao longo dos anos muitos outros conhecimentos tiveram que ser engajados dentro do currículo para acompanhar as transformações da sociedade. Lembro bem que, alguns anos atrás apareceram computadores e estes foram utilizados em seguida nos estabelecimentos comerciais e outros.
Atualmente, o jovem que não puder apresentar um certificado de curso de computação, dificilmente conseguirá um emprego num ambiente que utiliza o computador. Percebendo a realidade da sociedade, as escolas passaram a ensinar aos alunos sobre como utilizar o computador.
Mesmo com o passar dos anos e o avanço da tecnologia, muitas pessoas sabem que se não souberem manejar e se apropriar do conhecimento do computador dificilmente conseguirão um emprego em um ambiente que possui este mecanismo virtual.
Diante das circunstâncias, os alunos sabem que a capacitação abre portas para o sucesso profissional, e assim conseguem concorrer com outras pessoas pelas vagas de emprego. No entanto, os professores devem estimular trabalhos em grupo na sala de aula, avaliando o grupo ao mesmo tempo em que cada integrante do grupo deve ser observado.
Os trabalhos em grupo devem ser freqüentes em aula, pois é uma forma de valorizar a união no alcance de um objetivo em comum. Mas o educador não deve esquecer que, o aluno que estiver em um grupo e pouco conseguir de envolver com o objetivo em comum, poderá ter maiores dificuldades em se envolver com outras pessoas na sociedade, ou, na busca por algum objetivo, terá dificuldades de se expressar e concorrer com outras pessoas. Estas observações não são de forma alguma generalizações, pois também não se podem afirmar e interpretar friamente as atitudes comportamentais de cada aluno.

Rosângela disse...

Oi Daiane,

Tua reflexão ampliou a discussão esclarecendo pontos importantes, mas eu gostaria de te propor ainda alguns questionamentos... O domínio de conhecimentos na área de informática é importante para o mundo do trabalho... isso é inegável, mas achas mesmo que as escolas têm o compromisso de "ensinar os alunos a utilizar o computador"? E como fica a relação entre educação e tecnologia?

Seguimos conversando!
Beijos, Rô Leffa